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domingo, setembro 27th, 2009

Melhores Momentos do No Ar Coquetel Molotov 2009

O festival deste ano foi incrível, pessoal! Apesar da mudança de local e de estarmos nos adaptando à nova estrutura foi ótimo saber que gostaram de tudo e que tudo funcionou muito bem. Adoramos os elogios, mas também queremos ouvir críticas construtivas para melhorarmos o que puder ser melhorado para o festival do ano que vem. Acompanhe a gente pela comunidade do orkut e no twitter. Logo mais temos novidades!

E para relembrar os bons momentos deste ano, confiram uma série de fotos captadas pelas lentes de Caroline Bittencourt:
Centro de Convenções (por caroline bittencourt) Britta Persson (por Caroline bittencourt) Those Dancing Days (por caroline bittencourt) Jam da Silva (por caroline bittencourt) Tiê e Thiago Pethit (por caroline bittencourt) Sebastien Tellier (por caroline bittencourt) Beirut (por caroline bittencourt) Público (por caroline bittencourt) Sweet Fanny Adams (por caroline bittencourt) Zombie Zombie (por caroline bittencourt) Jr.Black (por caroline bittencourt) São Paulo Underground (por caroline bittencourt) Loney, Dear (por caroline bittencourt) Lô Borges e Milton Nascimento (por caroline bittencourt) Lô Borges & Milton Nascimento (por caroline bittencourt) Público (por caroline bittencourt)

sábado, setembro 26th, 2009

CCJ Especial Meninas encerra Invasão Sueca

Britta Persson (Foto: Caroline Bittencourt)

O Centro Cultural da Juventude, em São Paulo, realiza neste domingo (27/09) a partir das 16h30, uma programação musical dedicada a jovens cantoras. O CCJ Especial Meninas traz shows com a recifense Lulina e mais as atrações suecas Britta Persson e Those Dancing Days. As apresentações são gratuitas e acontecem no anfiteatro do local.

Britta Persson e Those Dancing Days, juntamente com Loney,Dear, foram as atrações deste ano da Invasão Sueca tendo feito shows em Fortaleza, Recife, São Paulo e Porto Alegre. A Invasão Sueca é um projeto em parceria com o Swedish Institute que realiza turnês com bandas da Suécia pelo Brasil anualmente desde 2006.

Centro Cultural da Juventude
Endereço: Av.Deputado Emílio Carlos, 3.641 (próximo ao terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha – São Paulo – SP
Mais informações: (11) 3984-2466 | http://escuta.estudiolivre.org

quarta-feira, setembro 23rd, 2009

Suecos e franceses seguem em turnê nesta semana

O festival No Ar Coquetel Molotov no Recife já acabou, mas as bandas da Invasão Sueca e os franceses Zombie Zombie e François Virot seguem nesta semana para fazer shows em outras cidades.

Os franceses iniciaram sua série de shows pelo país neste domingo em São Paulo. Mas quem tiver perdido, tem outra oportunidade. Na quarta-feira (23/09), o Studio SP (Rua Augusta, 591 – Centro) recebe François Virot e seu violão agressivo no projeto Cedo e Sentado, a partir das 21h com entrada gratuita. A partir das 23h, entra em cena a música eletrônica da dupla Zombie Zombie. Abrindo o show dos franceses, o grupo The Name mostra sua sonoridade pós-punk-retrô. A entrada pro show custa R$ 25 (na porta) e R$ 15 (lista).

No dia seguinte (24/09), Zombie Zombie vai para o Rio de Janeiro, onde se apresenta na Drinkeria Maldita (Rua Aires Saldanha, 98 – Copacabana), na festa Daydreaming. Antes e após o show, rola discotecagem com Galliez & Turbai + DJs Edinho e Tito Figueiredo (Paradiso). As entradas custam R$20 (lista-amiga ou flyer até 20h30), R$30 (lista-amiga ou flyer após 20h30) e R$35 (inteira). Os franceses encerram sua passagem pelo país na festa I_CWB #5, que acontece na sexta (25/09), na Casa Vermelha, no Largo da Ordem, São Francisco. Além dos shows do Zombie Zombie e François Virot, a festa ainda conta com apresentação ao vivo de Felipe Ayres & Edith de Camargo (Wandula). Os ingressos custam R$ 30 e estão à venda no Wonka Bar.

Invasão Sueca - Chegando ao seu quarto ano consecutivo, a Invasão Sueca, projeto realizado pelo Coquetel Molotov em parceria com o Swedish Institute, promove a turnê da cantora Britta Persson e dos grupos Loney,Dear e Those Dancing Days pelo Brasil. Em São Paulo, as apresentações acontecem no SESC Pompeia e no Centro Cultural da Juventude – CCJ.

Those Dancing Days, que fez uma das apresentações mais bacanas no festival No Ar Coquetel Molotov, possui datas agendadas em São Paulo: no dia 25/09, no SESC Pompeia (Choperia) e no dia 27/09, no Centro Cultural da Juventude. No dia 25, o grupo Loney, Dear divide o palco com as Those Dancing Days também no SESC Pompeia com ingressos que estão à venda por R$ 30,00 [inteira], R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante] e R$ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes].

A cantora Britta Persson encanta o público de São Paulo em dois shows. O primeiro é no dia 24/09, no SESC Pompeia (Teatro) e o segundo no dia 27/09, no Centro Cultural da Juventude, juntamente com Those Dancing Days. O show no CCJ é gratuito, e os ingressos pro show no SESC Pompeia custam R$ 30,00 [inteira], R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante] e $ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes].

No sábado (26/09), os três grupos suecos se encontram em Porto Alegre para apresentações no Porão do Beco (Independencia, 936). A partir das 23h, o público gaúcho verá na sequência os shows de Britta Persson, Loney, Dear e Those Dancing Days. Os ingressos antecipados custam R$ 25 na loja King 55, na Dona Laura, 78.

Mais informações e datas dos shows:
http://www.coquetelmolotov.com.br/blog/turnes

sábado, setembro 19th, 2009

Dia para relembrar o Clube da Esquina

Clube da Esquina

Encerrando sua sexta edição, o festival No Ar Coquetel Molotov terá a honra de receber um show especial que revisita o trabalho de um dos mais importantes movimentos musicais da MPB. Lô Borges recebe Milton Nascimento como convidado especial em um tributo às comemorações dos 35 anos do Clube da Esquina.

Em show inédito fora de São Paulo, e possivelmente o último no país, Lô Borges e Milton Nascimento se reencontram para interpretarem clássicos do álbum de 1972, que deu nome ao movimento. O Clube da Esquina foi um marco na história da música brasileira trazendo em um disco uma série de canções de grande força poética que mostrava uma musicalidade que reunia Bossa Nova, Beatles, Toadas, Choro, Jazz, folias de reis e rock progressivo.

Entre os fundadores do movimento, que surgiu em Belo Horizonte, estão os irmãos Lô e Márcio Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes e Toninho Horta. Milton e Lô Borges (que na época tinha apenas 17 anos) entraram em 1972 nos estúdios da EMI para gravar o primeiro disco “Clube da Esquina”. O disco foi eleito como um dos dez melhores discos brasileiros de todos os tempos segundo uma lista da revista Rolling Stone que contou com a votação de mais de 30 jornalistas do país.

Atrações – Neste mesmo dia, a programação de shows no Auditório Tabocas começa às 16h. A primeira atração é o cantor francês François Virot, seguem-se a ele a estreia da banda surf-music recifense Radistae. Os meninos da Sweet Fanny Adams são os terceiros a subir no palco do Auditório Tabocas, que encerra sua programação com o show da dupla Zombie Zombie (França). A partir das 20h, o Teatro Guararapes conta com show de estreia do cantor Jr.Black. Logo em seguida, acontecem shows com São Paulo Underground e Loney, Dear.

quarta-feira, setembro 16th, 2009

CLIPPING: Folha de Pernambuco – 16/09/2009

A música sueca continua invadindo

Those Dancing Days, Britta Persson e Loney, Dear no Coquetel

Talles Colatino

Pode até parecer insistência do Coquetel Molotov, mas é fato que a música pop da Suécia está entre nós muito antes da “Invasão Sueca”. O caminho aberto pelo Abba deu ao mundo fenômenos como Ace Of Base, Roxette, The Cardigans e The Hives, o que faz repensar o porquê de muitas vezes olhar meio torto para as “bandas desconhecidas” que o festival cata lá do país de Estocolmo.

Com tanto potencial pop como as bandas citadas acima, o Those Dancing Days chega para certamente fazer uma das apresentações mais bacanas do festival. Na primeira grande turnê, as cinco fofas mocinhas que formam a banda vão ter a oportunidade de mostrar, através das músicas do primeiro disco (“In Our Space Hero Suits”), o show que têm se tornado bastante concorrido e elogiado pela Europa.

Impulsionado pelo hit “Hitten”, que resultou inclusive numa indicação da banda ao Europe Music Awards, da MTV, o disco do Those Dancing Days possui um equilíbrio perfeito entre a fofura das melodias, que acompanha boa parte dos novos nomes da cena sueca, e arranjos dançantes. Além de “Hitten”, vale ouvir outras joinhas como “Run Run” e “Actionman”. O show das meninas é gratuito, no Auditório Tabocas, sexta, a partir das 17h.

Nesse mesmo dia, e também gratuito, outra lady que vem chamando atenção é Britta Persson. Como uma espécie de Fiona Apple sueca, mas sem a mesma densidade nas letras e arranjos da primeira, Britta fez um trabalho bem interessante com seu disco mais recente, “Kill Hollywood Me”. A melodia aqui é, mais uma vez, o que prende mais atenção.

O último invasor deste ano atende pelo pseudônimo de Loney, Dear. O multi-intrusme

domingo, setembro 13th, 2009

CLIPPING: Jornal do Commercio – 13/09/2009

Ex-Exus faz terrorismo experimental

Luís Fernando Moura

Os Ex-Exus nunca foram exatamente orixás, não frenquentam terreiros nem fazem cerimônia. Esta banda pernambucana, com menos de um ano de história, gosta mesmo é do terrorismo e do disfarce – certamente, vão para o inferno. À vontade no quarto, depois das 22h (ou mascarados, entre escombros, ao meio-dia?), eles contam ao JC o que os levou a ser a banda de abertura do festival No Ar Coquetel Molotov, no dia 18. Ao que parece, é a ambiguidade de ser banda e coletivo faz-tudo que os colocou no topo (bem baixinho) do Auditório Tabocas, no Centro de Convenções.

“Foi Caetano (Veloso) quem inventou o nome. Apenas fazemos uso dele”, diz João Marcelo Ferraz, baixista do grupo. Ao que tudo indica, Caetano citou a expressão em referência ao programa de TV Abertura, em que Glauber Rocha se aventurava como entrevistador. “Ele interrompia o entrevistado, dava gargalhada quando achava a resposta fraca, e uma vez entrevistou um homem que se dizia ex-exu. Era puro terrorismo audiovisual”, diz João, antes o autor de diversos vídeos produzidos junto ao coletivo TV Primavera – que terminou virando músico.

Ricardo Maia Jr., Cacá, guitarrista e vocalista, tem uma teoria adicional para o batismo. Ex-integrante da Comuna, que acabou no começo do ano, lembra de quando o grupo fez uma parceria com Jomard Muniz de Brito – a banda tinha abandonado o antigo nome, Comuna Experimental. “Jomard tirava onda e dizia que éramos a Comuna Ex-Experimental”, conta.

Os Ex-exus são mais ou menos como uma cacofonia. “Tem essa coisa tropicalista que a galera gosta e levamos para a música. Temos isso de aceitar a nojeira, o ruído, o mal feito. Já somos experimentais apenas por fazer música em português, claro. Mas a gente gosta de fazer uma música meio mixtape, que tem hardcore, brega, de repente uma cumbia e então um rock and roll meio grunge”, diz Cacá. O que os une, continua, é ouvir de tudo, sem preconceito. João afirma que é de jazz a Exaltasamba.

“Eu, Amaro (Mendonça) e Bruno (Freire) tocávamos na Comuna. Quando ela foi acabando, a gente tava querendo montar uma coisa menos cabeçuda, mais burra. Começamos a tocar com apenas duas guitarras e bateria, então sentimos falta de um baixo e chamamos João”, afirma Cacá. Aí começou o desenlace. Amaro fala em seguir o Cidadão Instigado (“É uma banda que todo mundo gosta, é o que a gente busca”). João, em montar um Animal Collective (“Sem dúvida, a banda mais citada pelos quatro”). Quer dizer, lembra de novo: “Também tem Caetano…” O primeiro produto disso tudo, o EP Terroristas freelancers, é uma miscelânea musical suja, mas sofisticada – para a saúde de todos, indefinível.

Na prática, a música trouxe um quê do Abertura de Glauber. “Hoje, a gente acaba fazendo mais vídeo que show”, conta Cacá. É que o grupo passou a produzir um volumoso material audiovisual, peças de divulgação que ganharam importância autônoma (são produtos à parte). Além dos seus próprios videoclipes, a banda publica uma série intitulada Ex-Exus entrevistam, versão YouTube de um terrorismo jornalístico que investiga músicos pelo mundo afora. A última jogada é um projeto de videoaulas, em que o grupo, pacientemente, ensina o público a executar suas canções.

“Acabamos não sendo uma banda, nos vemos mais como um coletivo. Na verdade, o Ex-Exus é uma referência de produção. A questão é que o princípio de tudo são as composições, a música”, explica Cacá. Amaro completa: “O que faz da gente uma banda é que, quando a gente se encontra, é mais para ensaiar do que para qualquer outra coisa”. Artistas multimídia, os Ex-Exus foram convidados pelo Coquetel Molotov para cobrir o festival, conversando com as atrações aos moldes do Ex-Exus entrevistam. É só o princípio de novos projetos, que incluem não um, mas dois EPs em fase de produção. “Cada um vai ter um conceito diferente”, explicam os integrantes.

sábado, setembro 12th, 2009

Fortaleza recebe atrações suecas e francesas

Loney, Dear

Realizado há cinco anos no Recife, o festival No Ar Coquetel Molotov parte neste ano para realizar outros eventos pelo país. Além dos shows que tradicionalmente já ocorrem na turnê Invasão Sueca pelo Sul/Sudeste do Brasil, desta vez outra capital nordestina receberá shows internacionais do No Ar.

O Órbita Bar, em Fortaleza, será a sede da etapa cearense do festival, contando com shows de grupos suecos e franceses. Zombie Zombie, François Virot e Loney, Dear se apresentam no Órbita no primeiro dia de shows, na sexta (18/09), às 21h. No dia seguinte, no sábado (19/09), Those Dancing Days e Britta Persson dividem o palco em uma noite bem especial. Os ingressos para cada noite de shows custam R$ 15,00.

Atrações - Atrações do Ano da França no Brasil se juntam a grupos da Invasão Sueca num verdadeiro intercâmbio musical em Fortaleza. No primeiro dia de evento, o público cearense pode conferir diversos estilos em uma só noite. A dupla francesa Zombie Zombie se inspira em filmes de terror e em trilhas sonoras densas para criar uma música eletrônica que tem conquistado o público em diversos festivais europeus.

François Virot, com um folk lo-fi, construído a partir de colagens sonoras, vozes e violão faz uma música que ganha vida em execuções ao vivo hipnotizando os ouvintes. Na mesma linha folk está o sueco Emil Svanängen, mais conhecido pelo pseudônimo Loney, Dear. Com sua banda, Loney, Dear já participou de vários festivais pela Europa, dividindo palcos com Sonic Youth, Bloc Party e Devendra Banhart, entre outros.

O sábado no Órbita será praticamente dedicado às mulheres. A primeira a subrir no palco neste dia será a cantora sueca Britta Persson e suas músicas de delicadeza e sensibilidade pop que falam de amor e seus encontros e desencontros. Logo em seguida, quem anima a festa é a Those Dancing Days, formada por cinco garotas suecas. A banda lançou em 2008 seu primeiro disco oficial “In Our Space Hero Suits” pela Wichita Records e de lá pra cá, o quinteto obteve boa repercussão fora de seu país de origem ao serem citadas pela revista NME e ainda indicadas ao MTV Europe Music Awards.

FESTIVAL NO AR COQUETEL MOLOTOV – ETAPA FORTALEZA
Sexta – 18/09 – 21h
Shows com François Virot (França), Loney,Dear (Suécia) e Zombie Zombie (França)
Sábado – 19/09 – 21h
Shows com Britta Persson (Suécia) e Those Dancing Days (Suécia)
Local: Órbita Bar – Rua Dragão do Mar, 207 – Fortaleza
Ingressos: R$ 15,00
Mais informações: www.orbitabar.com.br

sexta-feira, setembro 11th, 2009

CLIPPING: Estado de Minas – 10/09/2009

De volta para o futuro

Destinado ao público jovem, festival indie convoca Milton Nascimento e Lô Borges ao palco

Mariana Peixoto

Lô Borges já ouviu falar, conhece um pouco da história do evento, mas Milton Nascimento não disfarça: até ser informado por um jornalista pernambucano, não tinha o menor conhecimento de que na próxima semana participará do show de encerramento do Coquetel Molotov. Entre os festivais de maior porte que são realizados no país, o pernambucano é, de longe, o mais indie. Nas cinco edições anteriores, apresentou alguns grupos alternativos até mesmo para os fãs dos alternativos. Majoritariamente, o elenco de atrações é formado por jovens artistas.

Esta edição, que começa segunda-feira e vai até o dia 19, marcou duas bolas dentro: as noites do principal palco (o Teatro Guararapes, o maior daquele estado, comporta 2,3 mil pessoas) serão fechadas por atrações que vão além do chamado público indie. Dia 18, o show será da banda norte-americana Beirut, que vem fazendo a turnê mais concorrida deste mês, com ingressos esgotados no Rio, São Paulo e Salvador. Sábado, Lô e Milton, 37 anos depois do lançamento do clássico Clube da esquina, encontram-se no palco pela segunda vez este ano.

O show, na verdade, é de Lô. Com sua banda – Giuliano Fernandes (guitarra), Barral (teclados), Robinson Matos (bateria) e Renato Valente (contrabaixo) –, ele vai apresentar o apanhado de seus trabalhos mais recentes. Com Milton serão oito canções, do repertório de 20. Com a entrada de Bituca, a banda ganha mais peso, pois serão mais uma guitarra (Wilson Lopes) e outra bateria (Lincoln Cheib, ambos instrumentistas que acompanham o cantor).

O convite nasceu depois do evento que, em abril, levou vários artistas do Clube para temporada no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Milton e Lô subiram ao palco pela primeira vez em quatro anos. A boa repercussão fez surgir a oportunidade no Coquetel Molotov. Outros shows da nova velha dupla vêm sendo agendados para os próximos meses.

Tocar para jovens plateias está longe de representar novidade para os dois. Mas Lô admite: é a primeira vez que ele participa de um festival do gênero. “Meu público já tem muita gente nova, mas festival mesmo, com o perfil do Coquetel Molotov, nunca havia feito”, diz ele, que, com a passagem dos anos não mudou seu gosto musical. Continua ouvindo rock inglês: “Radiohead, Coldplay, Travis e até mesmo Oasis.” Milton afirma que, depois de lhe explicarem do que se tratava o show no Recife, gostou muito da ideia. “Se tem gente da França e da Suécia, então está dentro da minha vida. Ocorre que o Clube da Esquina está mexendo com mais gente hoje do que na época em que foi lançado. Os dois discos duplos remasterizados (Clube da Esquina e Clube da Esquina 2, de 1972 e 1978, restaurados por João Marcello Bôscoli e relançados no fim de 2007) foram para o mundo inteiro. Tem um monte de gente procurando e até mesmo estudando a gente”, comenta o compositor.

Trata-se de gente que, por sinal, nem havia nascido no início da década de 1970. E de gente, relata Milton, que vive muito longe do Brasil e, por causa dos discos, interessou-se em conhecer a esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no Bairro Santa Tereza, em BH. “Principalmente japoneses e noruegueses”, informa. Mas, nesse reencontro, as músicas estão diferentes das gravações originais. “A nova banda deu sotaque diferente às canções antigas, unificando e modernizando, por exemplo, Girassol da cor do seu cabelo e Para Lennon e McCartney”, diz Lô. Na quarta-feira, músicos das duas bandas vão ensaiar o repertório conjunto. Milton não vem a Belo Horizonte para o ensaio.

Antes do reencontro em abril, Lô havia participado, em 2005, de um show de Milton em Paris. “Como é um cara que tem mais público do que eu, o normal seria ele me convidar. E o Milton, gentilmente, aceitou ser meu convidado. Achei humildade dele participar do meu show”. Milton, por seu lado, devolve a gentileza: “Sempre fui aberto para coisas novas – não só no Brasil, mas também no exterior. Fazer esse show me dá uma felicidade dobrada, pois o Lô é um dos caras de quem mais gosto.” Quanto a reproduzir o álbum inteiro de 1972 no palco, sonho de muita gente, Milton pisa no freio: “Por enquanto, está bom desse jeito. É melhor cantar apenas algumas músicas.”

Mix de canções - Das oito músicas que Lô e Milton vão cantar juntos, cinco são do álbum Clube da esquina (Cais, Nuvem cigana, Nada será como antes e Um girassol da cor do seu cabelo, além da canção que batizou o disco, a primeira parceria entre os dois). O repertório conta ainda com Resposta (Samuel Rosa e Nando Reis), gravada por Lô e Milton no álbum Crooner (1999); Quem sabe isso quer dizer amor (Márcio e Lô Borges), gravada pela dupla em 2003 (Milton, no álbum Pietá; Lô, em Um dia e meio); e Para Lennon e McCartney, essa a primeira composição de Lô (parceria com Márcio Borges e Fernando Brant) que Milton registrou em seu disco de 1970. No dia 19, também será lançado, no Recife, o livro Coração americano – 35 anos do álbum Clube da Esquina, organizado por Andreá Estanislau.

segunda-feira, setembro 7th, 2009

Thiago Pethit e Tiê apresentam canções em parceria

Thiago Pethit & Tiê

Dois novos talentos da música nacional desembarcam no Recife para show juntos. Thiago Pethit e a cantora Tiê fazem uma apresentação especial ao vivo no festival No Ar Coquetel Molotov interpretando músicas em parceria e canções de seus discos solo. O show dos dois paulistas acontece no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, no dia 18 de setembro.

Tiê e Thiago Pethit vão levar suas composições intimistas e delicadas ao palco do Teatro Guararapes, onde mostram uma sonoridade que possui ecos de folk, tango, canção francesa e Leonard Cohen. Os dois, juntamente com a cantora Tulipa Ruiz e os músicos Tatá Aeroplano e Dudu Tsuda integram o show Novos Paulistas, bastante elogiado pelo público e pela crítica de São Paulo.

Thiago Pethit tem formação no teatro e se aproximou da música quando ainda estudava literatura. Das poesias às canções, morou em Buenos Aires, onde estudou canto e composição. Influenciado por teatro, literatura e cinema, lançou no final de 2008 o seu primeiro EP, “Em Outro Lugar“. Em seis faixas, Pethit mostra uma música carregada de referências que vão de Carlos Gardel a Lupicínio Rodrigues, Truffaut e Almodovar.

Em seu primeiro disco “Sweet Jardim”, lançado em março de 2009, Tiê canta e toca piano e violão em dez faixas de autoria própria, gravadas ao vivo sem cortes. Tiê começou sua carreira artística logo cedo, estudou canto em Nova York e foi dona de um Café Brechó em São Paulo, onde conheceu Toquinho, com quem ela gravou sua primeira música e viajou em turnê. Desde 2007, ela partiu para vôos maiores e fez diversos shows que a tornaram mais conhecida pelo circuito musical paulistano e nas listas de cantoras mais promissoras da atualidade.

sexta-feira, setembro 4th, 2009

Ex-Exus e Radistae em entrevistas no Podcast

Ex-Exus

Prosseguindo com os especiais sobre o festival No Ar 2009, nesta semana as bandas Ex-Exus e Radistae, atrações do festival, falam sobre suas expectativas em torno dos shows no Podcast Coquetel Molotov. Em entrevista bem descontraída, os integrantes dos dois grupos comentam sobre as apresentações que já fizeram e o que o público que for ao Auditório Tabocas pode esperar.
Além das atrações do evento, novidades com Julian Plenti, The XX e Noah and the Whale. O Podcast Coquetel Molotov está disponível para download ou streaming no endereço: http://coquetelmolotov.podomatic.com e ainda é transmitido aos sábados pela Rádio Universitária FM – 99,9 MHz, das 11h ao meio-dia.