- Ahlev de Bossa
- Akin
- Almir de Oliveira
(ex-Ave Sangria)

- American Analog Set
- Architecture in Helsinki
- Arnaud Rodrigues
- Au Revoir Simone
- Awesome Color
- Azita Youssefi
- B.Negão @ RedBull Info Session
- Banzé
- Battles
- Beans
- Bill Wells
- Boards of Canada
- Bonde das Impostoras
- Brazilian Nuggets: Ave nossa psicodelia!
- Bright Eyes
- Call and Response
- Camera Obscura
- Caribou
- Carlinhos Dias - Polara
- Catarina
- Cex
- Chambaril
- Cibelle
- Cidadão Instigado
- Cigarettes
- Clue to Kalo
- CocoRosie
- Comanechi
- Daedelus
- David Pajo
- Dent May & His Magnificent Ukulele
- Diplo
- Drosophila
- Efterklang
- El Perro del Mar
- Electrelane
- Ênio (Mellotrons)
- Érika Machado
- Eyeball Skeleton
- Fellini
- Flu
- Frances McKee
- Fujiya & Miyagi
- Giant Drag
- Girl Talk
- Graforréia Xilarmônica
- Graham Coxon
- Gravy Train!!!!
- Hell on Wheels
- Helmet
- Hereges
- Home
- Hood
- Hot Chip
- Hyldon
- Jair Naves
- Jards Macalé
- Jens Lekman
- Jim Black
- John Howard
- Jomardo - MADA / RN
- José González
- Julie Dorion
- Karine Alexandrino
- Kevin Blechdom
- Kleenex / Liliput
- Konono Nº1
- Ladytron
- Lali Puna
- Laura Marling
- Lisa Li-Lund
- Lô Borges
- Los Hermanos
- Love is All
- M. Takara
- M.I.A.
- Magnetic Fields
- Malajube
- Mike Ladd
- Mondo Jet Set
- Moptop
- My Cat is an Alien
- Os Poetas Elétricos
- Outlines
- Piano Magic
- Plástico Lunar
- Prefuse 73
- Pullovers
- Rádio de Outono
- Relatos da Invasão
- Retrôvisores
- Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta
- Rough Trade - Geoff Travis
- Sandro Garcia
- Sarah Dougher
- Saturday Looks Good To Me
- Scott Miller
- Sebastião Estiva
- Smells Like Records
- Sondre Lerche
- Space Invaders
- Sunburned Hand of the Man
- Supercordas
- Surfadelica
- Television
- Tetine
- The Automatics
- The Brakes
- The Dead Lover’s Twisted Heart
- The Dead Superstars
- The Eternals
- The Go! Team
- The Horror The Horror
- The Loveninjas
- The Pipettes
- The Ruby Lee
- Thiago Pethit
- Tim Festival 2006:
DJ Shadow

- Tom Zé
- Vashti Bunyan
- Violeta de Outono
- Vítor Araújo
- Volver X Nervoso
- Voodoo-EROS
- Why?
- Will Oldham
- Wry
- Zackarias Nepomuceno
- Zeca Viana

Jomardo - MADA / RN
Jarmeson de Lima | Ilustração: MADA 2006 em 02.05.2006



Jomardo Jomas é o idealizador do festival MADA - Música Alimento da Alma, que ocorre anualmente em Natal / RN. Para um festival que começou em 98 com uma pequena estrutura e unicamente com tímidas bandas da cena roqueira potigar, hoje, o evento ganha enormes proporções, nomes de peso e um público que se contabiliza a partir da casa dos cinco mil.

Com tudo isso, e mais um grande patrocinador, o evento ainda pode ser chamado de independente? Jomardo explica que sim e que mesmo com grandes atrações convidadas para atrair o grande público potiguar, o foco do MADA ainda é alimentar a cena indie brasileira e dar espaço ao rock nacional. Confira isso e tudo o mais através da entrevista realizada abaixo com Jomardo via e-mail:


"Nosso foco são as bandas indies. As atrações maiores são o complemento para garantia de público, que termina sendo interessante para todos os envolvidos. "

Relembrando o início do festival, como você vê a cena musical potiguar daquela época em comparação com a atual?
Jomardo - Sem dúvida a cena potiguar cresceu bastante nesse período. E acredito que o festival ajudou muito nesse processo todo. Muitas bandas apareceram, selos e outros festivais com a mesma idéia do MADA, que sempre foi fomentar a cena indie. Quando começamos em 1998, não existia uma cena, não se falava em Natal no cenário nacional e existia somente o trabalho incansável do selo Solaris Discos para algumas bandas locais. Ao longo desse tempo de festival MADA, muitos contatos foram feitos através do festival pelas bandas locais e consequentemente foi se formando todo um processo de divulgação além de nossas fronteiras e também fortalecendo o festival no restante do país.

Considerando a movimentação cultural das bandas de rock em Natal durante o ano, você acha que a cena potiguar vive à sombra do MADA ou caminha sozinha?
Jomardo - Hoje já existem outros eventos que ajudam a cena caminhar durante o ano, mas acho que o MADA ainda é o objetivo de muitas bandas da cena durante todo o ano.

E como anda a sua relação com os produtores culturais de outros eventos em Natal?
Jomardo - A relação é tranquila, sempre deixei claro que o melhor trabalho se faz com a integração, juntando as forças. E muitos dos produtores que hoje existem na cidade passaram pelo MADA, seja trabalhando, dando uma força ou ao mesmo tempo utilizando os contatos feitos no festival para desenvolver outros projetos.

Existe uma concorrência ou ciúme de seu trabalho no MADA?
Jomardo - Concorrência não existe. Até porque começamos todo esse trabalho quando ninguém teve coragem ou acreditava que fosse possível. Isso resultou em muitos outros trabalhos parecidos ou complementares à cena. Mas ciúme eu não sei. Da minha parte não tenho de que ter ciúme. Venho fazendo meu trabalho e acredito que isso tenha ajudado muito a cena local.

A partir de que momento você viu que o MADA deixou de ser um evento local para ser um festival de porte nacional, que atrai público e imprensa de diversas cidades?
Jomardo - Foi a partir da segunda edição, quando começamos a receber elogios da crítica e ver o interesse de bandas de várias partes do país em participar. Isso foi muito gratificante.

O MADA tem uma característica eclética, trazendo tanto grandes bandas conhecidas, quanto revelações do cenário independente. De que forma o público assimila essa mistura?
Jomardo - Numa cidade como Natal que existe uma relação muito forte do grande público com o Axé e o Forró, decidimos colocar em nossa programação algum grande nome conhecido para atrair esse público e garantir maior visibilidade para bandas indies. Até agora não temos percebido muitos problemas para o público assimilar essa mistura. Nosso foco são as bandas indies. As atraçoes maiores são o complemento para garantia de público, que termina sendo interessante para todos os envolvidos.

Quais os critérios que a produção costuma adotar na seleção das bandas de Natal para participar do MADA?
Jomardo - Nao existe um critério específico, se a produção junto com alguns parceiros que nos ajudam nesse processo se interessa pela banda, entramos em contato.

E por que selecionar uma das bandas pro MADA 2006 através de uma seletiva no Rio de Janeiro? Por que não em outros estados mais próximos?
Jomardo - O Rio de Janeiro sempre foi o estado que sempre teve um número maior de materiais enviados para a seleção. Entao decidimos junto com a Revista Laboratorio Pop realizar a experiência das seletivas, como uma forma também de mais pessoas se envolverem no processo de seleção, tornando o processo ainda mais democrático. E o resultado foi surpreendente, pois tivemos um número de bandas inscritas bem acima das expectativas e as seletivas terminaram sendo pequenos festivais, onde o público e a imprensa pôde ter contato com bandas até então sem espaços na cidade do Rio de Janeiro. Nossa idéia é fazer isso em 2007 novamente e envolver mais algumas cidades.

Devido ao sucesso do evento hoje em dia, existe pressão das gravadoras em querer colocar suas bandas na programação? Quando isso ocorre, o que acontece?
Jomardo - O que existe é sim muitos contatos feitos por gravadoras em tentar encaixar alguma banda que está sendo lançada no mercado na programação, mas pressão não. Até porque sempre deixo claro que temos um compromisso com a cena indie, que é nossa prioridade. Mas isso não significa que se a banda for boa e tem um histórico na cena indie não deixaremos de colocar por ter fechado com uma grande gravadora.

Existe agora uma discussão em torno dos festivais independentes com relação a ter ou não patrocinadores e de que forma eles tiram a liberdade de um produtor. O que você pode falar a esse respeito? Patrocinadores chegam a interferir na programação do MADA?
Jomardo - Essa é a discussão mais hipócrita que conheço, totalmente sem sentido. Os patrocinadores são fundamentais para o fortalecimento dos festivais. Alguns produtores mais radicais ou que não precisam dos festivais para sobreviver, ficam tirando onda de independentes, reclamam que existem uma proliferação de eventos que colocam o nome "festival" para conseguir os patrocinadores, mas não percebem que podemos agregar esses patrocinadores aos festivais indies, sem necessidade de interferencia deles na programação. É lógico que os patrocinadores querem um retorno de mídia e público, mas com certeza tem mais interesse ainda em agregar a marca a um evento de credibilidade e qualidade. E o que acontece muito no mercado hoje são festivais que não se preocupam com a qualidade de sua estrutura. Muitas vezes parece que para ser indie o negócio tem que ser tosco e desorganizado. Mas não vejo por aí o caminho.
Somos um mercado em crescimento, e se queremos disputar, temos que saber trabalhar com nossas armas, que infelizmente estão sendo utilizadas por algumas empresas produtoras desse falsos "festivais". E foi exatamente nessa falha de alguns festivais, que algumas empresas perceberam o filão e montaram "festivais" com os patrocinadores que poderiam ser de toda a cena indie e de uma cena de festivais mais organizados.


Festival MADA 2006
Datas: 4 a 6 de Maio
Local: Arena da Praia do Imirá - Natal / RN

Programação: www.festivalmada.com.br